bicicleta com motor-compressedO mundo do ciclismo profissional está em alvoroço com a mais recente suspeita de “doping tecnológico” na bicicleta da  belga Femke Van den Driessche, que alegadamente correu a sua prova com um pequeno motor elétrico e bateria, escondido dentro do quadro, que aciona diretamente uma engrenagem cónica no eixo da pedalada. Uma fonte anónima ao anônima jornal italiano La Gazzetta dello Sport afirmou que o sistema pode produzir até 60 watts de potência extra e tem  um custo de € 220.000 (poderá entender melhor este valor mais abaixo, devido às condicionantes técnicas).

A UCI confirmou as suspeitas de fraude, e diversos ciclistas e ex-ciclistas têm comentado o assunto, e as suas aformações vão desde: “isto não é novo” ou “que fizer doping tecnológico deve ser irradiado do desporto profissional”.  A realidade é que tudo ainda está muito recente, e chegar-se a regras/conclusões definitivas em relação e este novo tipo de doping é prematuro. No entanto, já existem informações suficientes para tentar entender a mecânica por detrás das bicicletas a motor:

Infografia da roda mecânica
Infografia da roda mecânica do  jornal italiano La Gazzetta dello Sport

“Os diagramas mostram os fios, que presumivelmente transportam a corrente indo em torno de uma roda por baixo do pneu [com] há bobinas ou loops paralelos ao tubo”, o jornalista britânico e pós-graduação em física da Universidade de Cardiff Josh Owen Morris disse ao CyclingTips:
“Em um motor eléctrico, o sentido da corrente eléctrica é em ângulos rectos em relação à direcção de movimento. Se a corrente está a ir na mesma direção que é suposto viajar, é um cenário bastante imponderável”. Dito isto, é possível, mesmo que apenas em teoria, aumentar a rotaçãoda roda traseira usando eletromagnetismo transformando-o em quer um motor de comutação de relutância, o equivalente a um comboio de alta velocidade de levitação magnética.

Ambos os cenários exigiria um aro especialmente modificado com inserções embutidas em intervalos precisos.
Dependendo do mecanismo utilizado, essas inserções seriam de algum tipo de material ferroso, ou ímans fortes.
Electroímanes seriam então alojada no interior das escoras conectados a uma bateria interna e algum tipo de processador central (CPU), presumivelmente ligados a um comando sem fios. Se a corrente é pulsada através desses eletroímãs na freqüência correta, pode-se, essencialmente, criar um motor sem fio sem peças visíveis.

Porque é considerado improvavel por muito especialistas, inclusive ao jornalista Josh Owen Morris?

Independentemente do método utilizado, transformar a roda traseira em um motor eletromagnético é muito mais fácil de fazer na teoria do que na prática. Além do hardware físico que teria de ser desenvolvido (incluindo um aro moldado personalizado que presumivelmente se assemelham à do patrocinador fornecimento), a frequência da corrente aplicada teria de ser altamente precisa. E, ainda se adiciona “… o quanto  o magnetismo e elementos de motores de indução vão pesar? Para manter o peso total do sistema sob 2 kg  mas é necessário que pequenos e leves fios sejam capazes de gerar campos magnéticos fortes.” Ou seja, na teoria é possível mas extremamente complexo.

Abaixo pode verificar no video, um pouco melhor a ciencia explicada neste texto:

Referencias: James Huang “Electromagnetic wheel motors possible in theory, but unlikely in practice”

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