Os carros de Formula 1 são “monstros brutais”, é preciso pilotar com muito cuidado. Apenas para o manter em linha reta a mais de 300 km/h é uma tarefa extremamente complexa – o erro mais comuns entre os pilotos durante uma corrida é um ligeiro aumento na rotação do motor (o que faz com que as rodas girem em falso, e com que carro perca o controle) e escapar do traçado da pista. Só por isto pode-se compreender  as exigências mentais de pilotar um monologar de F1. Mas as exigências físicas são tão duras quanto. Ora veja:

Dentro de um pequeno espaço, numa posição semideitada, preso num cinto de segurança, um espaço que é invadido pelo calor sufocante, sacudido pelas fortes trepidações e “esmagado” pela poderosa força G (força da gravidade exercida num corpo) e com o potente som do motor do carro, tendo pela frente uma hora e meia de corrida, um piloto de Formula 1 sofre um intenso desgaste físico. Mesmo com todas estas adversidades, ele precisa manter o carro em altíssima velocidade, e isto sempre uma extrema concentração e com os seus reflexos apuradíssimos, afinal um centímetro a mais no volante é “a morte do artista”.

O coração do piloto bate de 150 a 170 batidas por minuto. Não existe nenhum outro desporto onde a adrenalina seja bombeada na circulação sanguínea com tanta intensidade e por durante tanto tempo!

Devido à alta temperatura, o piloto perde muito líquido o que resulta em desidratação. No GP da Malásia, por exemplo, ele pode perder de 3 a 6 quilos durante uma corrida!

O conjunto capacete e cabeça podem pesar até 7 kg. Durante a corrida, devido a força G, o pescoço suporta em média 24 kg! Por isso se uma o Hans – uma sigla que em português é traduzido: Sistema de Apoio Para a Cabeça e Pescoço. Este dispositivo tem o objetivo de reduzir o deslocamento da cabeça e pescoço do piloto numa aceleração ou desaceleração. O objetivo é diminuir possíveis fraturas, especialmente em caso de acidentes.

Ao atingir altas velocidades, a gravidade que atua sobre o corpo do piloto é de cerca de 5 vezes maior que seu peso. A aceleração “achata” o piloto dentro do carro e quando este trava, a força de desaceleração provoca uma enorme compressão dos órgãos contra a caixa torácica.

Em 2008, por exemplo, Quando Heikki Kovalainen saiu da pista e bateu de frente no muro de pneus, no circuito da Espanha, a cerca de 280km/h, o carro desacelerou com uma força G equivalente a 26 vezes o peso do piloto! Ou seja, imaginando que Heikki pesava 80kg, no movimento do impacto o seu peso era de 2080kg – o mesmo que dois elefantes. Impressionante!

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