O futebol de salão (futsal) é um esporte derivado do futebol de campo, que migrou e foi adaptado pela falta de espaços amplos e adequados para se jogar e pela necessidade de criar alternativas para a prática protegida das intempéries de diversas ordens. Trata-se de uma modalidade com progressiva ascensão e que tem atraído adeptos em todo o mundo. Em geral é praticado em quatro tipos distintos de pisos: concreto, asfáltico, de madeira e de material sinteticamente estruturado (conhecido popularmente por “sintético”). Preconiza-se que sejam rigorosamente nivelados, sem declives, nem depressões, visando prevenir escorregões, entorses ou outros tipos de mecanismos de trauma indireto, além dos impactos na qualidade da fluidez da bola e portanto, da prática do esporte em si. Sobre trauma é importante destacar que trauma direto é o ocasionado pela ação de um agente (geralmente adversário) diretamente sobre a estrutura corporal, ocasionando lesões, muito frequentemente entorses e fraturas. O trauma indireto é sofrido sem o contato com outro agente, onde a cinética (movimento) do próprio lesionado acaba acarretando a lesão, não sendo raros também os entorses e os estiramentos musculares.

Cada superfície de jogo tem suas características que refletem nas exigências psicofisiológicas de uma prática rápida e fluída, como do futsal, até chegar ao esforço físico demasiadamente intenso do futebol de areia, que por vezes exige que a condução da bola seja aérea, tamanha a exigência imposta pela irregularidade e absorção de energia cinética (do movimento) que a areia exige.

O futsal caracteriza-se por ser uma modalidade esportiva onde a movimentação em quadra requer súbita aceleração e desaceleração, com bruscas mudanças de direção, expondo as estruturas osteomioarticulares dos praticantes a grandes exigências, elevando o risco de lesão em relação à outras modalidades.

Para se ter uma dimensão disto, enquanto 84% das lesões envolveram os membros inferiores, o segundo segmento afetado foi a coluna lombar com 8%, membro superior 4%, região dorsal com 2% e a cabeça com 1%. Destas lesões de membros inferiores, prevaleceu o entorse de tornozelo representando 46,1%, seguido pelos estiramentos musculares de coxa com 32,5%, em terceiro o entorse de joelho com 15,2% e em quarto a lesão envolvendo os adutores de coxa com 6,2%, este último, com predomínio dos estiramentos musculares

Para ler a totalidade do texto (Gratuitamente) Clique aqui e leia diretamente nas páginas da nossa revista digital

Willians Longen: Fisioterapeuta, Pós-Graduado em Ciências do Esporte e Medicina Esportiva, Mestre em Ergonomia, Doutor em Ciências da Saúde / Laboratório de Biomecânica-LABIOMEC-Universidade do Extremo Sul Catarinense – UNESC

Espreite a última edição da nossa revista

Há mais de 50 páginas que ainda não conhece - clique abaixo